Rede da Galilusofonia reuniu-se em Braga
Quarta-feira , Julho 8 2020 Periodicidade Diária nº 2506
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Rede da Galilusofonia reuniu-se em Braga

Portugal e a Galiza estão cada vez mais próximos, não só em termos geográficos, mas também cultural e linguisticamente. Esse é o principal objetivo da Rede da Galilusofonia, que se reuniu pela primeira vez este sábado, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga.

O projeto nasceu em Pontevedra, em outubro passado, e é impulsionado por diferentes entidades galegas e portuguesas que partilham o objetivo comum de difundir a música e as artes e aproximar a língua e a cultura galegas da Lusofonia. Esta rede contempla várias as iniciativas de defesa do património material e imaterial entre os dois lados do Minho, unindo forças para promover as relações linguístico-culturais entre a Galiza e Portugal.

“Este fortalecimento dos laços entre duas comunidades irmãs é extremamente importante. No próximo ano, Braga vai ser a sede dos Jogos do Eixo Atlântico e, em 2020, seremos Capital da Cultura desta associação transfronteiriça, que serão momentos privilegiados para mostrarmos todo o dinamismo desta região”, referiu Ricardo Rio, no arranque dos trabalhos.

O projeto pretende também fortalecer os campos económicos e institucionais e ser uma plataforma de encontro e cooperação para o desenvolvimento do território. “Estes dados são sintomas da boa relação que Braga tem com as entidades que nos rodeiam, tendo por base desenvolver projectos que querem marcar a diferença em todo o território”, enalteceu o autarca, destacando “a articulação entre os vários agentes dos dois territórios na promoção e dinamização cultural e económica”.

Segundo Ricardo Rio, “além da capacidade empreendedora e das características únicas das instituições e dos cidadãos, existem outros pontos comuns que contribuem para que todo o Minho tenha um conjunto de fatores diferenciadores que merecem ser dinamizados e acautelados no futuro”. Nesse sentido, o autarca bracarense vê “com bons olhos este estreitar de laços entre as populações dos dois lados da fronteira, reforçando a identidade comum e as tradições da região, de forma a potenciar o talento que a mesma contém”, concluiu.