Reabertura da Bica das Sete Fontes valoriza ‘espaço notável’ da cidade
Terça-feira , Maio 26 2020 Periodicidade Diária nº 2463
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Reabertura da Bica das Sete Fontes valoriza ‘espaço notável’ da cidade

Decorreu, esta sexta-feira, a cerimónia pública de reabertura da Bica das Sete Fontes, que contemplou um concerto da Orquestra Sinfonietta de Braga. A intervenção foi da responsabilidade do Hospital de Braga e contou com a colaboração do Município de Braga e da Junta de Freguesia de S. Victor.

Na ocasião, Ricardo Rio referiu que esta intervenção tem um cunho ‘essencialmente simbólico’ e que respeita o princípio da intervenção minimalista que se pretende aplicar ao conjunto do parque, preservando o monumento e sua envolvente natural e criando condições para a sua fruição pública, diminuindo ao máximo o impacto da intervenção humana.

“Saudamos a parceria do Hospital de Braga e a disponibilidade para promover a intervenção, o que é bem ilustrativo de que este é um projeto transversal a toda a sociedade e que deve envolver e mobilizar todos os agentes”, disse, sublinhando que a realização do concerto é também demonstrativo que este património tem as condições ideias para ser usufruído e servir de palco a diversas manifestações que dêem a conhecer este ‘espaço notável’ da cidade.

A requalificação da Bica Pública das Sete Fontes e dos arranjos exteriores na sua área envolvente surge na continuidade do projeto do Hospital de Braga, com o propósito de ser efetuada a “reposição” paisagística deste território, promovendo deste modo, a valorização da envolvente da Mãe d’Água Dr. Amorim.

Num terreno com características morfológicas, as preexistências são o ponto de partida para a intervenção. Como testemunhos de uma divisão cadastral e de vivências rurais surgiam muros, pontualmente desmontados, pequenos edifícios em ruína, uma eira, um tanque escondido no silvado e muita água a alimentar um coberto vegetal e uma densa massa arbórea. A partir deste pequeno núcleo rural o olhar capta um outro edifício com um caráter diferente. É a Mãe d’Água Dr. Amorim, uma das mães d’águas ainda existente do sistema de abastecimento de águas à cidade de Braga do século XVIII.

É neste contexto que a proposta de intervenção se desenvolve, tendo por base o princípio do impacto mínimo, procurando ser o menos intrusiva possível.

A excelência da paisagem, aliada a um património natural e cultural, permitiu que intervenção realizada transformasse este pequeno território num magnífico espaço de estar e lazer para usufruto de todos.

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