Junta de Freguesia de S. Victor e JovemCoop visitam Património Industrial de S. João da Madeira
Quarta-feira , Maio 27 2020 Periodicidade Diária nº 2464
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Junta de Freguesia de S. Victor e JovemCoop visitam Património Industrial de S. João da Madeira

A Junta de Freguesia de S. Victor e a JovemCoop estiveram em S. João da Madeira a visitar o Património Industrial da localidade. Esta visita surge na sequência do Tratado de Cooperação e Amizade firmado entre as Juntas de Freguesia de S. Victor e S. João da Madeira, no ano 2013, e que tem por premissa a promoção, divulgação e proteção do Património Industrial, sobretudo no que se refere às antigas indústrias chapeleiras.

Na época da era industrial, a freguesia de S. Victor era o local da cidade de Braga onde existiam as principais unidades industriais de fabrico de chapéus, tendo surgido as indústrias “a vapor”, bem como a Saboaria/Perfumaria Confiança.

Aos poucos, as indústrias foram entrando em rutura e transferiram-se para o concelho de S. João da Madeira, onde hoje há uma forte expressão industrial, ao contrário da cidade de Braga que perdeu as suas principais unidades, assim como os edifícios.

Deste modo, a Junta de Freguesia de S. Victor retomou o contacto com a Junta de Freguesia de S. João da Madeira, levando o grupo da JovemCoop, que participa na atividade “O Nosso Património”, a conhecer as indústrias e os núcleos museológicos associados.

Esta visita permitiu conhecer o Museu da Chapelaria, visitar a Fábrica Viarco, a única fábrica de produção de lápis da Península Ibérica e perceber, através do Centro de Arte Oliva, como podem edifícios da era industrial ser aproveitados em prol da cultura e da arte.

Segundo Margarida Pereira, coordenadora geral da JovemCoop, “nenhum dos participantes de ‘O Nosso Património’ tem memória de ver a Fábrica Confiança a trabalhar, nem tão pouco sabiam da existência das antigas fábricas ‘Social Bracarense’, ‘Taxa’ ou mesmo de ‘A Industrial’. Na edição presente deste Campo de Trabalho, os participantes perceberam não só a importância social e económica destas fábricas, como perceberam a destruição infligida no passado e como se pode recuperar a memórias destes locais, transformando-os em centros de arte e cultura ao serviço da população”.

Já Ricardo Silva, autarca de S. Victor diz que esta visita foi o retomar de laços entre Juntas de Freguesia amigas, assentando a cooperação e a boa relação em modelos de preservação e promoção das indústrias. Ricardo Silva refere que as boas práticas devem ser replicadas e que, se a Freguesia de S. Victor teve tão forte expressão na indústria chapeleira (evocando-se até a imagem de S. Tiago existente na Igreja de S. Victor, padroeiro dos chapeleiros, que tinham as suas oficinas em frente à Igreja e cuja confraria ofereceu o chapéu à Senhora da Burrinha), “é uma obrigação divulgar essa memória, porque faz parte da nossa história e porque é com estes exemplos que se aposta na educação cívica e na construção de identidades e das comunidades”.

Helena Couto, presidente da Junta de Freguesia de S. João da Madeira, congratulou-se com esta visita, afirmando uma contínua articulação entre as duas autarquias, sobretudo ao nível das áreas do desporto (intercâmbio de grupos de ginástica artística) e cultura, incidindo em visitas ao património de ambas as localidades.

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