CDU aponta soluções para a fábrica Confiança
Terça-feira , Maio 26 2020 Periodicidade Diária nº 2463
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CDU aponta soluções para a fábrica Confiança

A candidatura da CDU aos órgãos municipais de Braga reuniu ontem com a Velha-a-Branca, que apresentou uma proposta de dinamização e salvaguarda do edifício da antiga fábrica Confiança.

O edifício da Confiança foi adquirido pela Câmara Municipal de Braga em 2011, com o propósito de valorizar o património da cidade, preservando o único edifício industrial de grande porte e caráter do início do século XX ainda existente na cidade.

A CDU, representada na reunião por Carlos Almeida e Jorge Amado, primeiro e segundo candidatos à Câmara, e ainda por Carla Cruz, cabeça de lista à Assembleia Municipal de Braga e deputada do PCP na Assembleia da República, destacou que o património municipal “não pode ser tratado desta maneira”, acusando Ricardo Rio de negligência no processo de degradação acelerada do imóvel.

“Ainda que a intenção fosse de o converter numa valência cultural, desde aquela data nenhuma intervenção foi realizada no edifício. No encontro, foram recordadas as declarações de Firmino Marques, atualmente vice-presidente do Município, que enquanto presidente da Junta de Freguesia entendia que a Confiança seria um equipamento fundamental para a afirmação das indústrias criativas”, explica a CDU.

A candidatura da CDU recordou o posicionamento que sempre teve relativamente à Fábrica Confiança e ao seu destino, tendo inclusivamente não só acompanhado de perto o concurso de ideias que a atual maioria municipal promoveu no início do seu mandato, como apresentado uma proposta no sentido de aproveitar o edifício para lá instalar um museu da cidade e várias valências culturais.

Carlos Almeida lembrou que “a compra da Confiança mereceu um consenso muito alargado das diferentes forças vivas da cidade e que tal facto motivou, aliás, um processo de participação muito interessante. Ora, hoje, quando Ricardo Rio aponta à alienação do imóvel está claramente a quebrar esse consenso alargado, bem como um compromisso com a cultura e os seus agentes”.

Na reunião, em que a Velha-a-Branca avança com a possibilidade de dinamizar o espaço, apresentando-se como um proposta independente dos fundos municipais, alternativa e credível, a CDU acolheu com simpatia essa possibilidade, afirmando que é um caminho que deve ser estudado e equacionado, porquanto não requer de imediato a mobilização de recursos públicos e pode por termo à degradação acentuada daquele património.

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