‘Braga Para Todos’ debate violência doméstica
Quarta-feira , Maio 27 2020 Periodicidade Diária nº 2464
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‘Braga Para Todos’ debate violência doméstica

O movimento cívico ‘Braga Para Todos’ vai organizar no próximo domingo, 19 de novembro, entre as 16h00 e as 19h00, um debate sobre a violência doméstica, a ter lugar no Pavilhão Multiusos da Junta de S. Vicente.

Para o movimento, “este debate pretende ser um alerta para este flagelo a nível local e nacional”. Para isso, vai também organizar uma manifestação silenciosa que ocorrerá no dia 25 de novembro, entre as 17h00 e as 19h00, na Avenida Central, que terá como objetivo recordar as vítimas de violência doméstica do ano transato.

“Pretendemos dar início a trabalhos referentes a esta e a outras problemáticas sobre assédio sexual, desigualdade de géneros e os vários tipos de violência doméstica. Há casos onde a vítima tem vergonha de apresentar queixa e está a ser destruída do ponto de vista emocional, com marcas que perduram além das físicas, e que podem limitar a vida dessa pessoa, levando-a diversos comportamentos e até ao desenvolvimento de doenças comuns, como a depressão”, salienta o movimento.

Em Portugal houve 27 mil participações em 2016 e entre 16 a 18 vítimas mortais referenciadas por violência doméstica. “Todos sabemos que estes números são menores que a realidade. As penas são demasiado leves e a história já nos devia ter ensinado que não é uma pulseira eletrónica que impede o agressor de consumar o crime. Não podemos agir ou colocar o tema na agenda política apenas quando há banhos de sangue ou alguma sentença alvo de controvérsia que chega aos media. Não podemos ser brandos até estes números continuarem aparecer: As próprias associações devem ser mais ativas no terreno pois este tema é de todos e pode afetar cada um de nós“, frisa ainda.

“Prevenir a violência doméstica vai construir uma comunidade melhor, mais justa, igualitária e também ajudar a desconstruir as bases da sociedade patriarcal, onde ainda estamos inseridos. Em meios mais rurais ainda subsiste a ideia do homem de família como autoridade do lar e este pensamento coloca a mulher em sua dependência, muitas vezes também financeiramente,  face à crise e ao facto de quando um tem que abdicar do trabalho por causa dos filhos, por norma é o elo mais fraco, a que recebe menos. tudo isto torna-se um novelo que coloca constantemente a mulher num papel onde facilmente pode tornar-se vítima”, conclui o ‘Braga Para Todos’.

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