Braga debate preservação e reabilitação do património edificado
Quinta-feira , Julho 2 2020 Periodicidade Diária nº 2500
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Braga debate preservação e reabilitação do património edificado

Ao longo de três dias, Braga discute a preservação e reabilitação do património edificado. A 3.ª Conferência Internacional sobre Preservação, Manutenção e Reabilitação de Edifícios e Estruturas Históricas (REHAB), reúne um conjunto de académicos e especialistas internacionais para debater os problemas atuais e partilhar experiências numa área cada vez mais fulcral para o desenvolvimento do território.

“A reabilitação e regeneração urbanas são temas cruciais para todas a cidades. Tradicionalmente, os centros históricos congregavam a maior parte dos esforços das autarquias em termos de reabilitação. Atualmente, essa reabilitação assenta numa maior iniciativa privada que tem de ser adequada aos novos tempos, tendo em conta o envelhecimento da população, os novos tipos de estrutura familiar, as alterações dos estilos de vida e dos modos de deslocação”, referiu Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo do Município de Braga, durante a sessão de abertura que decorreu hoje no Museu D. Diogo de Sousa.

Como explicou o Vereador, em Braga essa reabilitação “estende-se às próprias áreas empresariais com o intuito de as renovar e relançar, diversificando as suas atividades”. Nesse sentido, Miguel Bandeira entende que esta conferência irá servir para uma “profícua troca de ideias e experiências” numa área em que “o protagonismo dos proprietários do edificado tem de ser integrado nos domínios da sustentabilidade, mobilidade ecológica e nos novos objetivos de desenvolvimento das cidades”.

Os participantes desta 3.ª Conferência REHAB, oriundos de todos os continentes, vão apresentar e debater um vasto leque de temas relacionados com as tecnologias de inspeção e monitorização de edifícios e de patologias, comportamento sísmico de edifícios históricos, análise de casos de estudo de reabilitação, preservação dos centros históricos, autenticidade e património edificado, inclusividade de sítios e edifícios históricos, novos materiais e tecnologias na preservação e reabilitação, integração de princípios de sustentabilidade e, ainda, um tópico especial dedicado à construção em terra

“Em Braga estamos a assistir a uma animação dos pedidos de licenciamento para a reabilitação de edifícios que, naturalmente, terão que vir acompanhados de critérios de sustentabilidade. No entanto, os impactos na mobilidade, no ordenamento de trânsito, na qualidade de vida dos cidadãos ou na diminuição da pegada de carbono, têm de ser tidos em conta em matéria de reabilitação, sem nunca perder do foco dos valores identitários da própria cidade”, concluiu Miguel Bandeira.

No decorrer desta conferência, os delegados irão conhecer o Centro Histórico de Braga, o Mosteiro de Tibães, onde se realizará uma visita técnica ao edifício, um laboratório de monitorização de edifícios históricos e uma sessão plenária dedicada à construção em terra em Portugal, à qual se seguirá a sessão de encerramento.