Bloco de Esquerda propõe nova relação entre a Câmara Municipal e os agentes culturais
Sexta-feira , Julho 3 2020 Periodicidade Diária nº 2501
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Bloco de Esquerda propõe nova relação entre a Câmara Municipal e os agentes culturais

De visita ao Tin.Bra, associação cultural vocacionada para o teatro, Paula Nogueira defendeu a urgência de uma política cultural que dê coerência e sustentabilidade ao trabalho dos agentes criadores e promotores. “Não podemos ter uma Câmara que ignora umas associações, coloca outras permanentemente de chapéu na mão e beneficia descaradamente outras, sem que se percebam os critérios”, afirmou.

Para isso, a candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Braga considera que “é necessário um regulamento de apoios específicos para a cultura, tal como foi feito para o desporto, que defina regras claras e transparentes e que contratualize os apoios com base num contrato-programa, em alguns casos plurianual, tal como faz, a nível central, o Instituto das Artes”.

Só desta forma, considera que “é possível associações como o Tin.Bra e outras saberem o que contam, quanto contam e durante quanto tempo, enquanto a autarquia também sabe exatamente que trabalho, que produções, que formação, que espetáculos as associações se propõem fazer, criando mecanismos de monitorização do cumprimento do contrato-programa”.

Instalado provisoriamente no Mercado Cultural do Carandá, a candidatura do Bloco de Esquerda testemunhou a falta de condições para o Tin.Bra desenvolver o seu trabalho, que envolve quase 300 crianças, jovens e adultos, quer em ateliers nas suas instalações, quer em escolas.

Maria Torcat, presidente da direção do Tin.Bra, considera que “ao fim de tantos anos de trabalho já merecemos ter as nossas instalações, como acontece com outras entidades instaladas pela Câmara, aqui ao nosso lado”.

A falta de espaços culturais foi outro problema abordado nesta visita com a presidente da direção a mostrar-se apreensiva com a falta de um local para a próxima edição do Festival de Teatro.

Paula Nogueira considera que “as limitações referidas pelo Tin.Bra são as mesmas de que padecem muitas outras associações culturais do concelho, que são “ignoradas por uma autarquia que prefere encher olhos com grandes festas e acontecimentos efémeros do que apostar no apoio à consolidação do trabalho de quem faz cultura no concelho. É necessário inverter a forma de trabalhar nesta área, se queremos ser Capital Europeia da Cultura”.