Bloco de Esquerda acusa Câmara Municipal de desprezar músicos de Braga
Terça-feira , Julho 7 2020 Periodicidade Diária nº 2505
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Bloco de Esquerda acusa Câmara Municipal de desprezar músicos de Braga

Paula Nogueira, candidata à Câmara Municipal de Braga, afirmou que “em quatro anos de governo, a Câmara despreza os músicos e agentes culturais da cidade, dado que fecha todas as portas às iniciativas propostas pelos músicos e artistas independentes”. Estas afirmações ocorreram no encontro com os músicos e agentes culturais, promovido no âmbito da campanha do Bloco de Esquerda.

Neste encontro, os músicos referiram que Braga tem, há várias décadas, artistas, bandas e agentes culturais e é conhecida a nível nacional por esse dinamismo e, nesse sentido, a anterior governação autárquica criou dez salas de ensaio no Estádio 1º de Maio mas este número nunca foi suficiente, dado que a lista de espera é longa. “Por outro lado, as condições de limpeza e de segurança não são as melhores e o espaço apresenta sinais de degradação”, declaram os músicos.

Os músicos revelaram, ainda, que todas as iniciativas individuais, pedidos de apoio, propostas de festivais e de concertos esbarram sempre em obstáculos burocráticos e em pedidos de autorização que “raramente são concedidos”. “Quando, ocasionalmente, conseguimos mostrar o nosso trabalho, temos de estar integrados numa iniciativa da Brageventos, empresa que coordena todas as iniciativas da autarquia neste âmbito. Esta empresa prefere contratar artistas de outros lados e a preços exorbitantes para as animações culturais frequentes que a Câmara promove”, acusam os músicos.

“Os espaços de espetáculos de Braga, tais como o Theatro Circo ou o GNRation, são vedados a estas bandas e os bares não reúnem as condições de insonorização que permitam a realização de concertos sem perturbar a vizinhança”, lamenta Paula Nogueira, afirmando as bandas de Braga têm mais oportunidade de atuar e de mostrar o seu trabalho nas cidades vizinhas.

A candidata admitiu que é necessário encetar o diálogo com os artistas, músicos e agentes no sentido de encontrar os melhores espaços para o seu trabalho, de desenhar articulações e de apoiar o dinamismo criativo. Afirmou que “esse diálogo deve ser saudável, transparente e frequente, sobretudo numa cidade que ser capital da cultura”.