Violência contra a mulher em debate em Braga
Segunda-feira , Dezembro 10 2018 Periodicidade Diária nº 1930
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Violência contra a mulher em debate em Braga

A 24 de novembro, um dia antes do dia Internacional pela eliminação da Violência contra a Mulher, que acontece a 25 de novembro, com ações por todo o mundo, o movimento “Braga para Todos”, com o apoio do  grupo antifascista de Braga, marcam a data com cinco debates sobre a violência contra as mulheres. A violência contra as mulheres compreende crimes como a doméstica, no namoro, tráfico humano, mutilação genital feminina, casamento forçado e assédio sexual. A ação acontece no bar Barhaus, entre as 15h30 e as 18h30. A entrada é livre, mas carece de inscrição.

No dia 24 de novembro haverá temas de discussão como a violência surgente no namoro e em contexto doméstico, que este ano já ultrapassou as mortes de 2017 (21 vítimas). Além destes dois debates, será referenciada a violência contra as mulheres nas redes sociais, abarcando desde a agressão verbal, ao assédio sexual. Na segunda parte, o debate será sobre a situação da mulher no Estado Novo e a situação atual da mulher latino-americana.

“No ano passado centramos a nossa ação na violência doméstica e na importância de quebrar o silêncio, sejamos vítimas ou assistentes de um crime deste âmbito que, sendo público, é dever de todos agir e o mais rápido possível, de forma a não permitir desfechos como os que nos assombram todos os anos. Este ano optamos por não fazer manifestação porque já haverá no Porto e faz mais sentido juntar forças do que separar, por isso vamos ficar pelos debates”, explicou Elda Fernandes, do “Braga para Todos”.

“Nem mais uma”  é o slogan destes debates que terão a duração de cerca de 20 minutos cada, com espaço para discussão. De acordo com Elda Fernandes, “será algo mais informal que algumas ações nossas. Vamos fazer uma roda de conversa e tentar criar um plano de ação em Braga para sensibilizar sobre um tema que mata em Portugal e onde a justiça, demasiado branda, tem decisões presas a uma sociedade patriarcal que é necessário acabar. Só assim a mulher não será vítima do parceiro e da sociedade que coloca sobre ela o ónus da responsabilidade”, concluiu.

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