UMinho traz filmes e realizadoras a Braga para falar da ditadura lusófona
Sexta-feira , Abril 3 2020 Periodicidade Diária nº 2410
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UMinho traz filmes e realizadoras a Braga para falar da ditadura lusófona

A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) recebe, de 27 de fevereiro a 16 de abril, o segundo ciclo de cinema “WomanArt”, com olhares de várias realizadoras sobre a ditadura no Brasil e nos PALOP. As cinco sessões decorrem à quinta-feira, às 21h00, sendo comentadas pelas próprias cineastas e por figuras convidadas. A iniciativa tem entrada livre e é organizada pelo Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM), no âmbito do projeto “WomanArt – Mulheres, Artes e Ditadura”, apoiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

O encontro inicial é na próxima quinta-feira, com Luís Carlos Patraquim, poeta e repórter do cinejornal moçambicano “Kuxa Kanema”, a comentar o filme “Kuxa Kanema” (2003), de Margarida Cardoso. A realizadora Diana Andringa e o escritor Luandino Vieira dialogam a 5 de março sobre o documentário “Tarrafal – Memórias do campo da morte lenta” (2011). Já a cineasta Luciana Fina vai trazer a 12 de março uma família guineense a viver em Lisboa, em “Terceiro andar” (2016), e dialogar com Vítor Ribeiro, programador de cinema da Casa das Artes de Famalicão.

A 2 de abril é a vez de a investigadora do CEHUM, Laís Natalino, apresentar ex-presidiárias políticas brasileiras em “Que bom te ver viva” (1989), de Lucia Murat. Por fim, a 16 de abril, Danielle Gaspar e Krishna Tavares abordam o seu “Atrás de portas fechadas” (2014), sobre a construção das convicções politico-ideológicas das mulheres na ditadura brasileira.

Esta iniciativa evidencia questões de memória, identidade e trauma decorrentes da ação do Estado Novo em Portugal e da ditadura militar no Brasil, além do colonialismo português em África. A primeira edição do ciclo ocorreu em 2019 e focou os olhares das cineastas sobre a ditadura no contexto português. O projeto científico “WomanArt”, do Grupo de Investigação em Artes, Género e Estudos Pós-Coloniais do CEHUM, também englobou já dois ciclos de seminários (disponíveis no YouTube), palestras, workshops e participações em congressos, prevendo-se ainda em 2020 umas Jornadas em março, uma masterclass em maio e um número especial de revista, entre outros.

As atividades mais recentes incluíram uma mesa redonda sobre o tema no festival literário “Correntes d’Escritas”, na Póvoa de Varzim, com a coordenadora do projeto, Ana Gabriela Macedo, além de Ana Cristina Silva, Luísa Costa Gomes, Mário Lúcio, Rui Zink e Alejandra Zina. E, na passada sexta-feira, a sala de reuniões do CEHUM, no campus de Gualtar, em Braga, acolheu um seminário sobre filmes Noémia Delgado e Teresa Villaverde, proferido por Patrícia Vieira, professora da Universidade de Georgetown (Washington, EUA) e investigadora da Universidade de Coimbra.

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