TUB aposta em novos autocarros elétricos e a gás natural
Quarta-feira , Outubro 16 2019 Periodicidade Diária nº 2240
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TUB aposta em novos autocarros elétricos e a gás natural

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) vão renovar um terço da sua frota com a aquisição de 32 novos autocarros, sete elétricos e 25 a gás natural. A empresa municipal vai recorrer a um financiamento bancário de 10 milhões de euros, que será comparticipado em 3,6 milhões pelo Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

A candidatura para a aquisição novos de veículos eficientes e eco sustentáveis, enquadrou-se na estratégia definida pela empresa municipal e contribui para a descarbonização da cidade. “De uma assentada só, vamos renovar um terço da frota dos TUB. Além dos sete autocarros elétricos e 25 a gás natural, teremos mais sete carregadores elétricos e uma estação de enchimento para o abastecimento dos veículos movidos a gás natural. Com esta medida vamos dar um avanço significativo na renovação da nossa frota e melhorar claramente o serviço prestado aos cidadãos”, referiu Teotónio dos Santos, administrador dos TUB, no final da reunião de Executivo Municipal que decorreu esta segunda-feira.

O investimento total da operação ascende aos 10 milhões de euros, contando com uma comparticipação do Fundo de Coesão em cerca de 3,6 milhões de euros. Esta medida vai permitir a aquisição de 32 autocarros com superior eficiência e eco sustentabilidade, assegurando os melhores níveis de sustentabilidade e performance ambiental dos serviços prestados no transporte coletivo de passageiros em Braga.

Segundo Teotónio dos Santos, os sete novos autocarros elétricos deverão chegar aos TUB ainda este ano, enquanto que os 25 a gás natural estarão ao serviço durante o ano de 2020.

Como explicou o administrador, o financiamento por parte deste programa não viabiliza o aumento da frota, mas sim a substituição de veículos. Uma “lacuna” que Teotónio dos Santos identificou, explicando que em termos legais, o POSEUR não permite que se reforce a frota. “Por cada autocarro novo introduzido, tem de ser abatido um autocarro velho. Por isso só podemos substituir autocarros a diesel sem haver um aumento de frota”.

Teotónio dos Santos explicou, ainda, a decisão de optar por “uma aquisição mista” entre autocarros elétricos e a gás natural. “Não queremos ficar dependentes de uma só tecnologia. Já temos 6 autocarros elétricos e agora vamos ter mais 7 e passaremos a contar com 13. Passamos a ter uma percentagem superior de autocarros elétricos, comparativamente com outras cidades como Lisboa e Porto”, referiu, lembrando que as viaturas elétricas continuam a ter um custo de aquisição bastante mais elevado que as de gás natural.

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