Sessão de História Local vai abordar o Miguelismo em Braga
Sexta-feira , Dezembro 13 2019 Periodicidade Diária nº 2298
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Sessão de História Local vai abordar o Miguelismo em Braga

A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva acolhe no próximo dia 22 de novembro, às 21h30, uma sessão de História Local dedicada ao tema “O Miguelismo em Braga”. O convidado é o professor Armando Malheiro da Silva, Faculdade de letras da Universidade do Porto).

Integrada no programa “À Descoberta de Braga”, a sessão contará com uma breve animação musical pelo Grupo de Música Popular CABçudos.

Braga foi um dos palcos inevitáveis da guerra civil que agitou o país entre 1828 e 1834. Devido ao seu inevitável vínculo à Igreja e a uma linha mais conservadora, os bracarenses colocaram-se ao lado de D. Miguel, o Rei que escolheu Braga para sua “corte” entre 1 de novembro de 1832 e 1 de junho de 1833, tendo ficado instalado no Palácio Arquiepiscopal. São inúmeros os dados comprovativos da miguelofilia de Braga e seu termo, entendida como recetividade plena ao discurso irracional e simbólico (mito radicado na carismática personalidade do Infante-Rei).

A estada de D. Miguel em Braga, ao entusiástico apoio que a cidade e a região circundante lhe prestou, perpetuando-o muito para além de 1834. Na luta renhida com as forças liberais, os contra-revolucionários portugueses empregaram um complexo dispositivo de propaganda, formalmente moderno, baseado num duplo efeito: defender, através de um discurso ideológico muito dogmatizado, a vetusta ordem teocrática consubstanciada na “santa aliança” do Trono com o Altar e, em simultâneo, estimular irracionalmente, graças ao forte perfil carismático do seu chefe – o Infante D. Miguel (1802-1866) -, o potencial mítico (subentenda-se messiânico) latente no imaginário colectivo.

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