Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira levou “Memórias dum Povo” ao Auditório Vita
Domingo , Agosto 18 2019 Periodicidade Diária nº 2181
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Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira levou “Memórias dum Povo” ao Auditório Vita

O Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira realizou, no sábado, o espetáculo teatral “Memórias Dum Povo” no Auditório Vita. Enquadrado nas comemorações dos 25 Anos do Rancho Folclórico, este espetáculo pretendeu apreender o tema das comemorações “25 Anos de Histórias, 25 Anos de Memórias”.

O espetáculo contou uma narrativa que remeteu à memória de um personagem do final do século XIX,  desde a infância ao casamento, passando ainda por vários quadros regionais que encenam uma realidade de outrora e característica de uma geração.

O evento contou com a participação ativa de vários grupos convidados, dando um realce intercultural e contemporâneo, reafirmando a cultura tradicional e as memórias do povo.

A cultura e as tradições são a identidade de um povo, que se manifesta através da língua, dança, canto, vestuário, religião e gastronomia.

Desta forma, o espetáculo deu inicio com uma viagem pelo mundo através da atuação de alunos do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio que apresentaram as danças e musicas originárias de alguns países, seguido de uma apresentação de danças de salão e da atuação do grupo musical Dvicios, que transmitiu a todos os presentes que, embora a história se tenha alterado ao longo de séculos, a identidade mantém-se a mesma, adaptando o tão característico “João Barandão” para música contemporânea.

Com a sala do Auditório Vita repleta, todos os que se encontravam a assistir deixaram-se levar pelas memórias e pelas historias que foram recriadas em palco.

Iniciado pela “Casa de Família”, fazendo recordar os longos serões, no final dos dias de trabalho. Trocando as bonecas pela enchada, seguiu-se o cenário de “Trabalho” com a escolha dos feijões, a apanha da erva e a tradicional malhada. Num terceiro quadro apresentaram-se as “Lavadeiras”, que lavavam a roupa na ponte de S. João com os seus cantares e conversas sobre tudo e todos.

A questão pedagógica esteve presente também na recriação do ritual do vestir, dando ênfase à mulher que simultaneamente era lavradeira e tecedeira, bordadeira, esposa e mãe. Não poderia faltar a recriação do dia do casamento.

Estiveram presentes no espetáculo fazendo parte dos convidados do casamento elementos representativos dos grupos convidados, nomeadamente o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega – Lisboa, Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lisboa, Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio, Associação Cultural “Os Sinos da Sé” e o Rancho Folclórico de Seroa – Paços de Ferreira e Grupo da Casa do Povo de Cacia – Aveiro.

E como a religiosidade do povo era uma das características mais vincadas de outrora, terminou com a Tradicional Romaria a Santa Marta, estando presentes os Zés Pereiras, os vendedores ambulantes com os seus pregões e as características danças e cantares.

A realização deste evento teve um cariz solidário para a angariação de um equipamento de Proteção Individual a favor dos Bombeiros Voluntários de Braga.

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