PSD Braga aponta novas conquistas para a igualdade de género no Dia da Mulher
Segunda-feira , Setembro 23 2019 Periodicidade Diária nº 2217
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PSD Braga aponta novas conquistas para a igualdade de género no Dia da Mulher

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No Dia Internacional da Mulher, com mais de 150 militantes sociais-democratas e simpatizantes do partido, o PSD Braga abordou o tema “Política no Feminino: As novas Gerações”, contando com a presença da deputada da Assembleia da República, Margarida Balseiro Lopes. Mais do que destacar tudo aquilo que já foi conquistado, a deputada lembrou que ainda há muito por fazer. Hugo Soares, presidente do PSD Braga, e Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, também participaram na iniciativa.

A mais jovem deputada da Assembleia da República começou por explicar que nunca percebeu, até chegar à faculdade, qual a necessidade de assinalar o Dia da Mulher. No seio familiar, no seio do seu partido, nunca sentiu uma diferença de tratamento em relação aos homens. Prosseguiu o seu discurso, explicando por que razão mudou de opinião. “Vendo que 60% da população empregada com qualificações são mulheres, tenho muita dificuldade em perceber por que razão os principais lugares de decisão económica não estão ocupados por mulheres. Não percebo como é que no século XXI as mulheres trabalham 61 dias de borla em Portugal. Ganham menos. Para as mesmas funções as mulheres ganham em média menos 16,7% do que os homens”, disse.

Relativamente a cargos políticos, Margarida Balseiro lembrou que mais de 50% da população portuguesa são mulheres e que durante vários anos iam-se sentando no parlamento apenas seis a sete mulheres. A deputada atribui à lei da paridade uma quota-parte de responsabilidade na mudança que ainda tem um longo caminho pela frente. “Na Europa somos atualmente considerados um bom exemplo com uma média superior a 30%, mas se não houvesse lei da paridade, não eram 30%, eram muito menos do que isso. E se falarmos nas autarquias do país a média é de 7%. Como disse, mais de 50% da população portuguesa são mulheres. Por isso pergunto, faz sentido, nas autarquias, serem apenas 7% a representar as populações? Eu acho que não”, explicou, abordando ainda a problemática da violência doméstica com 85% das vítimas a serem mulheres.

“Face a todos estes sinais”, Margarida Balseiro tornou-se feminista e defensora do dia 8 de março. “Em primeiro lugar para assinalar as conquistas que foram feitas, mas sobretudo para marcar as conquistas que ainda não estão obtidas”. A deputada abordou, ainda, o compromisso que o PSD fez com as empresas cotadas em bolsa, comprometendo-as a terem até 2018 mais de 30% de mulheres no concelho de administração, e a proposta que o partido apresentou sobre as questões remuneratórias, com diversas medidas que abarcam a transparência salarial. A breve trecho, as empresas passam a ter de tornar público os vencimentos em função das categorias dos trabalhadores.

No mesmo sentido foram as palavras de Hugo Soares, presidente do PSD Braga, que esclareceu que “a melhor homenagem que os homens podem prestar às mulheres é, no fundo, não fazerem qualquer tipo de distinção entre homem e mulher, quer seja na relação de trabalho, na relação humana e na relação política”.

O líder do PSD Braga acabaria por falar sobre a situação política local, enfatizando o grande objetivo futuro: vencer as próximas eleições autárquicas, reelegendo Ricardo Rio como presidente da Câmara. “Os últimos quatro anos demonstraram bem a razão que nós tínhamos, quão certo nós estávamos na aposta que fizemos não só no projeto, mas sobretudo no rosto do líder deste projeto autárquico que foi Ricardo Rio. Volvidos três anos e meio, todos temos razões para estarmos orgulhosos, honrados, mas sobretudo com o sentimento de dever cumprido”, disse.

O presidente da Câmara Municipal também não passou ao lado daquele que era o tema da noite e afirmou que “existem ainda muitos muros por derrubar”. “Não sou apologista da aplicação das quotas e de outas condicionantes para os mais diversos contextos, mas a verdade é que não deixa também de ser evidente que se não existissem essas condicionantes, a participação das mulheres não era aquela que é hoje. Em Braga, temos também procurado dar um contributo para derrubar alguns muros. Contratámos senhoras para conduzir autocarros, criámos condições para que os nossos bombeiros municipais possam contratar mais senhoras e em vários outros contextos temos promovido a participação das mulheres na vida da sociedade”, disse Ricardo Rio.

A noite serviu, ainda, para a apresentação oficial da Comissão Instaladora da Distrital das Mulheres Social-Democratas de Braga, que pela voz da sua coordenadora, Goreti Machado, lançou um apelo à mulheres Social-Democratas para que “se juntem a uma luta que tem ainda muitas conquistas por alcançar”.

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