Patrícia Gomes Lucas vence Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2019
Sexta-feira , Dezembro 13 2019 Periodicidade Diária nº 2298
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Patrícia Gomes Lucas vence Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2019

O Conselho Cultural da Universidade do Minho acaba de distinguir Patrícia Isabel Gomes Lucas com o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2019, o maior galardão do país para jovens investigadores desta área. A historiadora dedicou-se a uma análise do Partido Regenerador em Portugal no período da Monarquia Constitucional. Foi ainda distinguido com uma menção honrosa o trabalho de Maria Inês Rodrigues sobre o Massacre de 1953, em São Tomé e Príncipe. A entrega dos prémios, assim como a apresentação dos trabalhos, realiza-se no próximo mês de dezembro.

No trabalho de Patrícia Gomes Lucas, “Partidos e política na monarquia constitucional: O caso do Partido Regenerador (1851-1910)”, pretende estudar-se, através da análise das caraterísticas específicas do partido, os motivos que garantiram a sua longevidade e que o distinguiram das restantes formações partidárias da época. Esta investigação pretende ainda analisar a evolução, o funcionamento interno e a representação e comportamento do Partido Regenerador na sequência de duas eleições, em 1881 e 1901. “Este é um prémio prestigiado nesta área da história, daí que esteja muito feliz por me ter sido atribuído. Fico ainda mais satisfeita por saber que uma tese, que demorou anos a ser produzida e que envolveu muito esforço, deu frutos e motivou o reconhecimento do meio académico”, frisou Patrícia Gomes Lucas.

Nesta 28ª edição foi ainda distinguida com uma menção honrosa Maria Inês Martins Birrento do Nascimento Rodrigues, com a obra “Espectros de Batepá: Memórias e narrativas do «Massacre de 1953» em São Tomé e Príncipe”. O trabalho pretende trazer para o centro da investigação não apenas o evento histórico, mas toda a dimensão simbólica que o mesmo acarreta.

O júri do Prémio Victor de Sá foi presidido por Viriato Capela, professor catedrático da UMinho, tendo como vogais os docentes António Pires Ventura, da Universidade de Lisboa e João Paulo Avelãs Nunes, da Universidade de Coimbra. O concurso foi bastante participado, o que revela o prestígio alcançado e a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea. Este galardão nasceu em 1991 pelo humanista Victor de Sá, foi reconhecido como sendo de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e é também apoiado por mecenas públicos e privados.

Patrícia Gomes Lucas é licenciada em História (2010) e mestre em História Contemporânea (2013) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com uma dissertação subordinada ao tema Conde de Casal Ribeiro: um percurso político no liberalismo oitocentista (1846-1896). É ainda doutorada em História Contemporânea (2019) pela mesma instituição, com uma tese subordinada ao tema Partidos e política na Monarquia Constitucional: o caso do Partido Regenerador (1851-1910), que recebeu a qualificação de Muito Bom por unanimidade. Participou em projetos de investigação nas áreas da história política, história económica e demografia em várias instituições científicas. É investigadora integrada doutorada do Instituto de História Contemporânea (NOVA FCSH), onde colabora atualmente num projeto de investigação sobre a figura do engenheiro Frederico Ressano Garcia. É também membro da Comissão Organizadora das Comemorações do Bicentenário da Revolução de 1820. As suas principais áreas de investigação são história política, partidos políticos, eleições e representação, biografias e prosopografias.

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