Núcleo Museológico de Dume é ‘importante referencial’ da memória coletiva
Quinta-feira , Novembro 21 2019 Periodicidade Diária nº 2276
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Núcleo Museológico de Dume é ‘importante referencial’ da memória coletiva

O Núcleo Museológico de Dume abriu esta sexta-feira ao público os conteúdos expositivos das ruínas arqueológicas da basílica Sueva de Dume. Este é mais um importante ponto de interesse na componente patrimonial com um espólio muito significativo e exemplar da antiga arquitetura cristã da Europa Ocidental.

A inclusão é uma das grandes apostas deste equipamento, uma vez que o espaço está totalmente equipado para receber visitantes com qualquer tipo de limitações, sejam elas de mobilidade, visual ou auditiva. A musealização das ruínas da antiga Catedral, localizadas sob a atual igreja paroquial de Dume e seus espaços circundantes, é fruto da união de esforços entre a União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe, Município de Braga, Universidade do Minho e a Igreja, a “verdadeira legatária” das memórias referencias agora expostas.

Segundo Miguel Bandeira, vereador da Câmara Municipal de Braga, este espólio “assume uma importância impar pela sua singularidade e valia patrimonial, constituindo-se como exemplar único, cuja valorização permitirá projetar as Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume para o mesmo patamar dos grandes conjuntos europeus similares, integrando-o nos circuitos internacionais de arquitetura cristã antiga”.

O Núcleo Museológico de Dume é um equipamento cultural da União de Freguesias, composto pelo edifício que alberga o túmulo de São Martinho de Dume e pelas ruínas arqueológicas (basílica e mosteiro Suevo e balneário Romano), já classificados como Monumento Nacional.

“Este Núcleo é um importante referencial da nossa memória coletiva. Estes são espaços que nunca estão verdadeiramente encerrados a novos contributos do conhecimento, podendo sempre apresentar novas descobertas e revelações”, sustentou Miguel Bandeira, esperando que “em pouco tempo este seja um museu do conhecimento do grande público”.

A fruição das ruínas assenta na criação de um circuito entre o edifício que alberga o túmulo de São Martinho de Dume e a igreja, sob o actual adro, de modo a proporcionar a visita às ruínas conservadas. O visitante poderá visualizar vídeos e contextualização no auditório e iniciar depois uma espécie de “viagem no tempo”, circulando pela parte subterrânea do adro da igreja, vendo ruínas da antiga ‘Villa Romana’ e do mosteiro e basílica Suevas, terminando na sala do túmulo.

Já para presidente da União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe, Francisco Silva, o objetivo é colocar este Núcleo Museológico nos roteiros nacionais e internacionais. “Este património, além de valorizar a freguesia, vai permitir realizar uma viagem no tempo, para que Dume ocupe o seu lugar na história religiosa e de Portugal”, disse.

O Núcleo Museológico de Dume funciona de terça a sábado (exceto o primeiro sábado de cada mês) das 14h00 às 1800 e aos primeiros domingos de cada mês entre as 9h30 e as 12h30. O espaço disponibiliza ainda um serviço educativo com visitas guiadas para grupos e outras atividades, sujeitas a marcação prévia na União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe.

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