INL alarga limites físicos do grafeno e confirma melhores expectativas sobre este material
Quinta-feira , Novembro 21 2019 Periodicidade Diária nº 2276
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INL alarga limites físicos do grafeno e confirma melhores expectativas sobre este material

Uma equipa de investigadores dos Departamentos de Materiais Quânticos e de Materiais para a Energia, e de Ciências da Vida do INL – Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, conseguiu aumentar a sensibilidade de bio-transístores de efeito de campo de grafeno de um fator de 1000, em comparação com os últimos trabalhos científicos realizados nesta área, segundo os quais se considerava que o grafeno tinha atingido o seu limite físico em termos de sensibilidade.

Nesta nova investigação, os cientistas do INL recorreram a uma única camada bidimensional de grafeno, com a espessura de apenas um átomo de carbono, que actuou como um biossensor. Para esse objetivo, imobilizaram sobre o canal de grafeno sondas de ADN totalmente complementares à sequência de ADN alvo, neste caso, um oligonucleótido de 25-mer (bases), específico de uma casta de Vinho do Porto. Os testes foram feitos com as menores concentrações possíveis de ADN-alvo. Uma vez estabelecido o novo limite de deteção, foram realizados mais testes com uma sequência de ADN-alvo que continha um “erro” na sequência, em relação às sondas imobilizadas.

O novo biossensor foi capaz de distinguir entre as sequências, com e sem o erro. Este resultado abre portas para novas utilizações do grafeno em aplicações da vida real, nomeadamente em biossensores. Dada à elevada sensibilidade deste novo material, os Investigadores do INL vão agora concentrar-se na deteção de ADN em meios complexos e no ajustamento da faixa de deteção do biossensor.

Este resultado foi alcançado, antes de mais, devido à elevada qualidade do grafeno utilizado na experiência, bem como à arquitetura e processo de fabrico dos microdispositivos, tendo ambos sido inteiramente desenvolvidos nos laboratórios do INL.

O artigo científico sobre esta investigação acaba de ser publicado na revista ACS Sensors, da American Chemical Society, e também na revista científica Applied Surface Science, que pode ser lido em: https://authors.elsevier.com/a/1YhCWcXa~sPAs.

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