Grupo Folclórico da UMinho integra candidatura do “Canto a Vozes” a Património da UNESCO
Quinta-feira , Fevereiro 20 2020 Periodicidade Diária nº 2367
Principal / Cultura / Grupo Folclórico da UMinho integra candidatura do “Canto a Vozes” a Património da UNESCO

Grupo Folclórico da UMinho integra candidatura do “Canto a Vozes” a Património da UNESCO

O Grupo Folclórico da Universidade do Minho marcou presença na mesa redonda, “O Património somos nós”, que decorreu no passado sábado, dia 18 de janeiro, em S. Pedro do Sul. Esta reunião de trabalho juntou 18 grupos de cantares oriundos do centro e norte do país.

O encontro serviu para debater a inscrição desta manifestação na matriz PCI. No auditório das Termas de São Pedro do Sul fizeram-se ouvir mais de 120 cantadeiras e cantadores dos 18 grupos participantes, nomeadamente o GFUM – Grupo Folclórico da Universidade do Minho que, juntamente com o Grupo de Cantares Mulheres do Minho, representam o concelho de Braga neste processo.

Foi constituída a Comissão Organizadora de uma associação de defesa dos interesses dos grupos que formalmente ou informalmente cantam a três e mais vozes um repertório legado pela sociedade agrária tradicional, que tem diferentes designações locais: cramol, terno, lote, cantada, cantedo, cantarola, moda ou cantiga.

Por iniciativa do Município de São Pedro do Sul foi feito um protocolo com a Universidade de Aveiro, tendo sido constituída uma equipa de investigação que desde 2017 acompanha a atividade dos diferentes grupos, ao mesmo tempo que desenvolve uma pesquisa em fontes históricas. Cantado por grupos de mulheres ou mistos, este canto é, no século XXI, uma expressão artística e um património imaterial que vincula as mulheres e homens (com maior destaque na mulher) no combate à vulnerabilidade das comunidades onde residem, reforça a identidade local e desoculta o papel das mulheres nos processos e práticas culturais ancestrais.

O GFUM, que tem dado cada vez mais destaque ao “Canto a Vozes”, também conhecido como canto polifónico tradicional, faz com que esta prática esteja sempre presente na sua atividade corrente, realizando anualmente vários eventos onde este património é o grande destaque. A passagem de testemunho e aprendizagem pelas gerações mais novas desta forma de cantar tem sido trabalhada pelo grupo na sua atividade regular.

Os concertos “Canção Bracarense” e “Quem canta seus males espanta” são exemplos que evidenciam que as polifonias tradicionais estão em destaque, garantindo salas cheias para ouvir e apreciar estes registos. Além destes eventos, o GFUM tem mostrado em várias ocasiões o vasto manancial de recolhas, reunindo por várias ocasiões um coro de comunidade e realizado workshops sobre esta temática que tem sido cada vez mais acolhida pelo público.

Acerca Braga TV