Feira Semanal de Braga gera reclamações
Terça-feira , Setembro 17 2019 Periodicidade Diária nº 2211
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Feira Semanal de Braga gera reclamações

Após o fecho do Parque de Exposições para obras de requalificação, a feira semanal realizou-se hoje no descampado junto ao Pavilhão Flávio Sá Leite, local escolhido como alternativo para os próximos oito meses, tempo previsto para a realização das obras. Depois de realizado um sorteio que os feirantes apelidam de “mal feito” para a localização de cada espaço e de pouco diálogo entre a administração da InvestBraga e da Câmara Municipal com os interessados, a falta de condições do espaço para onde foram deslocados levantou os ânimos dos presentes hoje de manhã.

As principais reclamações prendem-se com a falta de condições do terreno em terra onde mais de cem feirantes ficaram localizados e com a falta de casas de banho. Os comerciantes reclamam também a falta de água e eletricidade, o que vai criar dificuldades quando os dias começarem a ficar mais pequenos.

Realçou-se, ainda, a falta de higiene e segurança no espaço, com as tendas de alimentos colocadas no descampado, segundo os feirantes “no meio do pó”, ou o facto de nenhuma ambulância ou carro de bombeiros conseguir entrar na feira em caso de emergência. Alguns feirantes recusaram-se hoje a montar o seu espaço por não ter condições para o fazer, tendo entretanto ficado retidos, sem poderem retirar as suas carrinhas porque o perímetro foi todo fechado.

Perante todas estas reclamações, dezenas de feirantes deslocaram-se às instalações onde estaria instalada a administração da InvestBraga enquanto o PEB está em obras para poder falar com algum responsável, mas ninguém da administração ou da Câmara Municipal esteve no local para orientar os feirantes. “Com isto se vê que quem teve esta ideia não percebe nada da feira”, ouvia-se. Outros iam mais longe, exigindo mesmo “a suspensão da feira durante o período de obras, garantindo o lugar quando voltássemos a ter condições para a fazer”.

Carlos Almeida, vereador da CDU, acompanhado por Bárbara Barros, eleita na Assembleia Municipal de Braga, e Filipe Gomes, dirigente do PEV, acompanhou e mostrou-se solidário com os feirantes. “Não se compreende como, com tanto tempo, não se tenha preparado o local para receber a feira condignamente, atenuando, desde logo, o valor das taxas a serem pagas pelos feirantes pela deslocação em si, e criando condições – à falta de melhor espaço da cidade para a feira funcionar durante o fecho do PEB – para que se possa realizar a feira semanal com o menor transtorno possível. Estamos certos de que a Câmara Municipal tinha condições para garantir que o espaço estaria à altura da realização do evento, tal como aconteceu, por exemplo, com a prova Braga Street Stage no centro da cidade. Todas as reclamações que os feirantes hoje têm podiam ter sido acauteladas”, declarou Carlos Almeida.

O candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal considerou,ainda “inadmissível que ninguém responsável tenha vindo dialogar no terreno com os feirantes, deixando-os sozinhos e sem soluções”.

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